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Diagnósticos de sífilis congênita em bebês dispararam em todo o Brasil

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Gráfico principal

Descrição

A detecção e a comunicação de casos de sífilis congênitas em bebês disparou em todo o Brasil nos últimos 15 anos, de acordo com dados oficiais.

Se, por um lado, é boa a existência de mecanismos de detecção mais eficazes, rápidos e baratos, também é alarmante a quantidade de casos a mais. Segundo apuração do projeto The World’s Penicillin Problem, essa alta foi influenciada por alguns fatores:

  1. Mais testes (ou seja, mais instrumentos para identificar a presença da infecção);
  2. Um surto (maior presença da bactéria em circulação), o que foi admitido pelo governo;
  3. Falta do medicamento - a penicilina - para frear a doença e para evitar a transmissão vertical de mãe para filho

A penicilina benzatina é reconhecidamente o único antibiótico eficaz para evitar a transmissão congênita.

Rio Grande do Sul e Sergipe são alguns dos Estados onde houve maior crescimento em detecção entre 2005 e 2015, ao passo que o Rio de Janeiro possui mais casos relatados.

No gráfico, foram consideradas taxas a partir de 2005, a fim de evitar valores nulos (iguais a zero), mas os dados datam pelo menos desde 2000.

Para mais detalhes, o The World’s Penicillin Problem foi publicado em diversos veículos, notadamente Folha de S.Paulo, Nexo e Quartz, entre outros.

Referências



Publicação alterada em 05.06.2017 para para acrescentar link com admissão do governo sobre surto